Portugal é constituído em 38% por floresta, sendo uma enorme fonte de materia-prima no campo da biomassa. No entanto, a falta de equipamentos para sistemas de recolha apropriado, falta de uma estrutura do sector, uma grande agressividade de sectores concorrentes como o do gás, etc., têm provocando uma diminuído o aproveitamento deste potencial.

Actualmente, existem várias Centrais Térmicas que produzem energia através de biomassa, sendo duas delas a Central Térmica da Mortágua, com uma potência instalada de 9MW, e a Fábrica de Celulose da Caima (projecto em fase de acabamento), que terá uma potência instalada de 13MW.

Estudos no campo da rede de centrais de biomassa licenciadas à EDP Bioeléctrica estimam que, após a construção das novas centrais, a produção anual de energia eléctrica através de biomassa poderá atingir valores superiores a 750GWh e ainda evitar a emissão de 465 mil toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera, por ano.

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Em relação ao biogás, existe em Portugal cerca de uma centena de sistemas de sua produção, provenientes do tratamento de efluentes agro-pecuários (perto dos 85%), de resíduos nos aterros sanitários e de água nas ETARs.

No entanto, este aproveitamento apensas representa 3% do consumo energético nacional, havendo ainda muito potencial a explorar. Os constrangimentos passam pela fraca aceitação do processo de digestão anaeróbia (ETARs e Aterros Sanitários) e pela baixa retribuição da energia eléctrica produzida a partir do metabolismo dos microrganismos.

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Quanto aos biocombustíveis líquidos em Portugal, existem alguns projectos de utilização do Biodiesel em marcha, como o de alguns autocarros públicos, porém a sua percentagem de utilização não vai além dos 10%. Isto deve-se a vários factores, tais como escassez de terra disponível para a produção das culturas fonte, custos elevados dos biocombustíveis, baixa produtividade agrícola Portuguesa, etc.

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<Biocombustíveis Líquidos………………………………….Vantagens e Desvantagens>