A Terra contem uma camada superficial, designada por crosta, ou crusta. À medida que se aprofunda nesta camada em direcção ao manto, a temperatura aumenta, em termos médios, cerca de 33ºC por cada km. A esta taxa de variação dá-se o nome de gradiente geotérmico.

Porém, devido à heterogeneidade da crosta terrestre, existem zonas anómalas, ou seja, zonas em que a a variação da temperatura com a profundidade ou é superior, ou inferior, àquele valor médio.

À geotermia interessa as zonas de elevado gradiente geotérmico, isto é, zonas de maior temperatura a menores profundidades, localizando-se maioritariamente em locais afectados por vulcanismo. No entanto, as outras zonas não estão excluídas: de facto, com base numa análise de custos/benefícios, as zonas de gradiente geotérmico normal ou inferior ao normal podem também ser interessantes para a geotermia.

Contudo, como se dá o aproveitamento deste tipo de energia alternativa?

Só é possível aproveitar-se a energia geotérmica caso existir um fluido, normalmente água, que transporte a energia calorífica do interior da Terra para a superfície. Este fluido tem várias proveniências, sendo a sedimentação e a chuva duas delas.

Devido à temperatura a que se encontra o fluido, existem dois tipos de energia geotérmica: de baixa temperatura (quando o fluido tem uma temperatura inferior a 150 ºC) ou alta temperatura (quando é superior a 150 ºC).

A primeira dá-se em zonas de acidente tectónicos e está relacionada com águas termais, sendo aproveitada para aplicações terapêuticas, aquecimento de piscinas, agricultura, etc.

A segunda é comummente utilizada para produzir electricidade através de uma central geotérmica.

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